2005/11/20

Ah,um gole a mais.

Eu não rasgo um "tico" de mim.
Deixo inteiro;
Pro nada vir e tomar.
Seu gole de ansia...
Masturbar...
Sorria!
Sou eu...
É você em mim.
Não fosse seria o quê...
Seu amor falso...
Seu medo falso...
Seu seu.
Nada...
Meu!

2005/11/13

Copos quebrados e bichas pagadoras.

Eu quebrei um copo.
Um não,dois.
Foi isso.Um gesto,poeira dos passos mal dados.
Sacudiu o ventre da vaidade.
Nasceu infeliz um ser que vê.
Vê de tudo.
Viu a bicha pagar pelos copos.
Viu o caco voar perigoso sobre as pernas.
Viu a definitiva conclusão daqueles corpos.
Som som som som...
Não ouviu.
Viu.Imagem imaginada.
Vaidade rasgada.
Que medo!
Medo nada.Lixo-me pra isso.
É o rio que corre imundo.É meu rio.
E rio.

2005/11/08

O beco. A zona. A loirinha.

O texto sai da cabeça solta ...
Um sopro ...
Caudaloso sinal!
Vontade de dizer com palavras ...
Sentimento de um qualquer...
Escada sem rimas e retas!
Caminho soturno, por que não?
Feminina, dançava doce sob o palco da puta.
Num rasgo de saia predizia o vazio.Não ama ninguém.
Assim, no vislumbrar de um par de olhos fechados ...
O cigarro na ponta dos dedos anunciava a fumaça pueril ...
Sem mais...
Finalizo a experiência.
Obrigado.